Meu fantástico mundo

Marcha para todo mundo

Hoje é dia da “Marcha para Jesus” no Rio de Janeiro! Uma pena que boa parte do público que irá, prega um Deus tão cruel, tão segregador. Que usam discursos tão ultrapassados e tentam de toda forma mostrar que o Deus deles, é só pra eles. Que são “escolhidos” e que seguem a verdade! Mas a verdade de quem??? Deus é amor, Deus é misericórdia, Deus não castiga, Deus não odeia e está acima de qualquer religião que possa pregar qualquer separação, ódio ou julgamento. Deus não está na igreja mais bonita, no dízimo mais caro e coisas asssim. Sem contar na grande maioria que defende todas essas alienações contra os gays. Deus disse “Amei-vos uns aos outros como eu vos amei”. Deus criou o amor. A forma de amar cada um escolhe a sua. A “Marcha para Jesus” poderia ser a maior expressão de amor a Deus por todos os seus filhos, não só pelos que se acham unicamente merecedores dela. Deus está por ai, em todos os lugares e no coração de quem acredita. Seja na igreja de madeira, na moedinha da oferta. Deus é amor e amor não tem preço e nem difere um do outro.

A gente demora pra aceitar, arruma novecentas desculpas para a falta de jeito do outro. Ah, ele é confuso. Ah, ele está tenso. Ah, ele tem medo. Ah, ele é maluco. Ah, ele isso. Ah, ele aquilo. Desculpa, mas quem quer estar junto pensa ah, que saudade. Ah, que falta ela me faz. Quem gosta, gosta. Sem complicações. Sem armações e armaduras.

— Clarissa Corrêa

Entende porque homens são confusos? Imagine cabeça, coração e pau, todos falando ao mesmo tempo.

— Gabito Nunes.

Ostentação moderna das cavernas

Eu poderia começar esse texto com a frase “ Longe de mim, querer julgar alguém…”! Mas não dá, conceituar coisas e pessoas é o que todo mundo menos diz que faz, mas que no fundo você sabe , que é o que todo mundo acaba fazendo. Ok, muitas das vezes a gente quebra a cara, mas em algumas outras, eu acho super válido. Sigo a máxima de que, só falo dos outros porque também falam de mim.

Ontem fui pra um programa super furada. Diria uma furada dupla! Festa de aniversário da minha chefe(leia-se todos os conhecidos do setor) em um baile da furacão 2000 em Caxias! Deixando de lado todos os comentários que poderiam ser feitos , só pela definição da festa, não posso deixar de falar de 2 coisas.

1-      Piriguete segue algum padrão de qualidade( ou falta de) ! Como todo mundo se parece! Acho que juntando todos os apliques vistos na noite de ontem, a gente consegue fazer peruca pra umas 6 rapunzeus tristes no castelo. Isso sem contar, na quantidade de água oxigena e amônia que afetam o planeta e o cabelo daquelas meninas. Meninas… são meninas ou semi múmias?  Porque dentro daqueles vestidos colados e corpetes brilhantes, é quase impossível imaginar que de fato exista vida ali dentro. Porque como se respira dentro de um vestido que você parece que está embalada avaco?!  É engraçado de se ver! Você vê que todas ali, querem mostrar status, que tem dinheiro e exibem felizes da vida seu nextel vermelho ou um blackerry qualquer que não sai da mão a noite toda – nem que seja só pra ficar olhando as horas e mostrar que tem – querem mostrar que são como as meninas da zona sul. E não percebem que com toda a preocupação em ser como as meninas da zona sul, se tornam caricatas e totalmente diferentes de qualquer menina. Quem nasceu Caxias-mega-hair-chapinha nunca vai ser Leblon de coque e moletom. A beleza está na simplicidade de ser. Isso vindo de alguém que nasceu em São João de Meriti. É a máxima do menos é mais!!

 2-       Segundo e não menos importante observação sobre “o safári do funk” são os homens e seus baldes de cerveja!!! No ápice das suas roupas com marcas com símbolos gritantes e combinações esdrúxulas, eles se sentem reis atrás dos baldes de cerveja, vodca , energético e a bebida mais falada (de forma errada) “Big Eipol”, onde o certo seria big apple.

  Esses dias li uma matéria em alguma revista que não me lembro qual, que dizia que o homosapiens é tão inteligente como eram os neadertaus e o que de fato aconteceu, foi uma procriação mesclada das duas espécies. Coincidência ou não , li essa matéria em uma livraria no meio do caminho para a empresa, no mesmo dia da festa da minha chefe. Chegando lá, só pude comprar que faz todo sentido essa teoria. Os homens ainda fazem como os mais primitivos que querem mostrar sua diferenciação por “ter” e não por “ser”.

 Nascer pobre é uma conseqüência, ter espirito de pobre é outra coisa totalmente diferente. Sem uma conta bancaria com muitos dígitos, mas com bastante bom gosto e conhecimento do que é bom( pelo menos ao meu ponto de vista) fiz a social na festa, abracei minha chefe que adoro, dei uma semi dançadinha, bebi uns copinhos e fui embora junto com a primeira carona.  

AH, EU MORDO, MORDO A VIDA COMO UMA MAÇÃ SUCULENTA. BRINCO COM ELA FEITO UM PEIXE E SOU FELIZ. E O QUE É SER FELIZ? É SEGUIR SEMPRE EM FRENTE. HÁ ALGO MELHOR A SER FEITO DO QUE AQUILO QUE JÁ FIZ, E IMPULSIONADA PELA ILUSÃO FAVORÁVEL DO PROGRESSO, BUSCAREI PROGREDIR, FINCAREI AS ESPORAS EM MEU FLANCO, MAIS E MAIS - ATÉ APRENDER. SEMPRE.

— Sylvia Plath.

Para o Carnaval

Todo ano é a mesma coisa: você chega, fica aqui três dias e aí vai embora. Volta um ano depois, todo animadinho, querendo me levar para a gandaia. Olha, honestamente, cansei.


Seus amigos, bando de mascarados, defendem você. Dizem que sempre foi assim, festeiro, brincalhão, mas que no fundo é supertradicional, de raízes cristãs, e só quer tornar as pessoas mais felizes.

Para mim? Carnaval, desengano… Você recorre à sua origem popular e incentiva essas fantasias nas pessoas, de que você é o máximo, é pura alegria, mas não passa de entrudo mal-intencionado, um folguedo, que nunca viu um dia de trabalho na vida.

Acha-se a coisa mais linda do mundo e é cafonice pura. Vive desfilando pelas ruas, junto com os bêbados, relembrando o passado. Chega a ser triste.

Carnaval, você tem um chefe gordo e bobalhão que se acha um rei, mas não manda em nada. Nunca teve um relacionamento duradouro. Basta chegar perto de você e temos que agüentar aquelas fotos de mulheres nuas, que são o seu grande orgulho.
Você não tem vergonha, não?

Sei que as pessoas adoram você, Carnaval, mas eu estou cansada dos seus excessos e dessa sua existência improdutiva. Seja menos repetitivo, proponha algo novo. Desde que o conheço, você gosta das mesmas músicas. Gosta de baile. Desculpa, mas estou pulando fora.

Será que essa sua alegria toda não é para esconder alguma profunda tristeza? Será que você canta para não chorar? Tentei, várias vezes, abordar essas questões, e você sempre mudou de assunto. Ora, chega dessa loucura. Reconheça que você se esconde atrás de uma dupla personalidade.

Cada vez mais e mais pessoas ficam incomodadas com essa sua falsa euforia, fique sabendo. Conheço várias que fogem, querendo distância das suas brincadeiras.
Você oprime todo mundo com esse seu deslumbramento excessivo diante das coisas, sabia?

Por exemplo, essa sua mania de camarote. Onde os vips podem suar sem que isso pareça nojento. Onde se pode falar torto sem que seja errado. Todos vestidos de uniforme, senão não entram. Todos doidos para passar a mão na bunda um do outro.
Essa é a sua idéia de curtir a vida?

Menos purpurina, Carnaval. Menos bundas, menos dentes para fora. A vida é linda, mas a “lindeza do lindo mais lindo que há no lindíssimo” é um saco. Um pouco de calma e autocrítica nunca fez mal a ninguém. Tudo muda no mundo – por que você insiste em continuar o mesmo?

A harmonia vem da evolução, não das alegorias. Chegou a hora de rodar a baiana para não atravessar na avenida.

Como será amanhã? Responda quem puder.

Fernanda Young

Quando o fim vem antes do começo.

Não adianta que pra algumas perguntas não existem respostas. Ou talvez existam, mas não alteram a história. Como é difícil por um ponto final em certas histórias. Principalmente quando a tal “história” só foi importante pra você. Tem sentimentos que insistem em ser vírgula, e nunca ponto final! Sempre na espera, sempre na esperança, sempre no que de fato não é, mas sim o que a gente quer que eles sejam. Já fazem 5 meses que o que nem começou terminou. E vira e mexe me pego pensando na hora de dormir, na hora de acordar, num sábado a tarde na praia, num domingo a noite em um filme, numa loja de brinquedo quando vejo um lanterna verde. Vira e mexe me pego esperando uma mensagem que não chega, me , um “oi” que muito raramente aparecia, um convite que não vem( e o único que veio, foi cheio de histórias mal contadas e  esquisitices). Dizem que “O tempo é o senhor da razão”, que com “O tempo tudo passa” . Eu prometo nunca mais usar essas frases com nenhuma amiga triste a beira de ataque de nervosos porque o fulaninho terminou com ela. O tempo ajuda a dor diminuir, ajuda no desapego. Mas esse “tempo” não tem tempo definido. Pode ser amanhã, conhecendo o Joãozinho no Barzinho, o Zezinho num tropdueção no meio da rua, ou simplesmente se afogando na correria do dia na maratona de faculdade+academia+trabalho+inglês e todas as outras coisas que a gente faz nos poucos tempos vagos que sobram. O tempo cura a dor, mas o ego fica ferido!!! Eu sou intensidade e gosto quando meus sentimentos se caracterizam como eu!!!

Eu sempre AMO DEMAIS, QUERO DEMAIS, GOSTO DEMAIS. E quando acaba, passa… Como já passaram vários “amores” .

O primeiro eu jurava amor eterno, fazia todo o drama do “não me abandona”, “fica comigo” , até tatuagem com a primeira letra eu fiz! ¬¬ ( Nunca faça isso ok?) . Até o dia que me toquei no quão ridículo eu estava sendo, o quão burro ele era e que eu não precisava de tudo aquilo ali. Essa história de um amor e uma cabana, é bonito na TV. Na vida real pão duro e água morna não resolve muita coisa. E quando comecei a ver com outros olhos e fui percebendo o quão parado no tempo ele era. Eu fui vendo que não gostava tanto assim. Uma pessoa de 30 anos que acha um maximo quando escuta você falar  a palavra “ policiar” , e anota dizendo “ Ai vou usar muito essa palavra, achei inteligente”. Depois trocou de namorado, começou a namorar outro que endeusava, deu altas crises, eu e o na época atual, quase nos matávamos virtualmente. Hoje, tem mais de 6 anos que não faço idéia de onde anda, se namora ou não, se casou ou não. E sou amigo do ex dele, o que me odiava e eu idem! A gente se adora! rs

O segundo veio diferente, foi conquistando aos poucos. Diferente dos meus sentimentos avassaladores. Foi me mostrando o mundo de outra forma. Gentilmente foi me mostrando que uma relação a dois seria difícil ( eu tinha 18) e ele seus sei lá quantos bem sucedidos anos de uma vida cosmopolita. No principio era um rei, um exemplo. Fui a duas coisas que eu sempre torcia o nariz. Um bingo ( que acho chaterrimo e que morro de vergonha de brigar BINGO)No tal bingo fiz questão de esbarrar na mesa e desmarcar minha cartela quase completa. Me desemboquei da minha casa, pra uma macumba ( eu nunca sei se falar macumba é pejorativo. Caso seja,me  desculpe afro religioso, não sei outro nome. Imagina um ser, criado por uma avó italiana/católica apostólica romana e por uma avó que trabalhou 20anos da sua vida em uma paróquia da igreja. Tinha todos os preconceitos do mundo e dos outros planetas existentes. Mas e o amor? Ah, o amor quebra todos os preconceitos. Não pensei em nenhum momento em me converter pra religião dele, mas achei bem bacana conhecer cada detalhe, a história, um ponto de vista sem pesos, sem conceitos. A visão de quem de fato vive. Graças a ele, arrumei meu primeiro trabalho. Em uma dessas vindas dele pro Rio, fui levá-lo a rodoviária e em uma conversa ele disse:” Namorar a distância, é complicado. Preciso de alguém que vá mais pra lá, do que eu venha pra cá!”. Agora me diz, como um ser, com 18 anos, bancados pelos pais, explicaria uma ida semana para região dos lagos!? Inviável. Então o que fiz? Me despedi, dei um abraço e fui pra casa morrendo de chorar, recolhi os jornais de domingo do meu pai  e fui procurando vaga de emprego. Sem nenhuma experiência, só com segundo grau completo , um curso de informática e uma de telemarketing que tinha ganho do SENAI. Fiz um currículo cheio de bla bla blas, usei toda minha lábia sagitariana e na segunda-feira logo após a noite do chororô, eu fui contratado pra trabalhar na Oi. E o que aconteceu? Eu passei a ir pra lá todos os fins de semana? Me apaixonei mais ainda? Não, descobri novos horizontes, comecei a ver o lado dele egocêntrico , exibicionista, ególatra e fui perdendo o encanto. Até descobrir que ele tinha passado uma tarde romanticamente quente com um dos meus amigos em um hotel na praia. Ai o que já quase não batia mais, parou de vez. Hoje, nem sei mais o que faz da vida e a que pé anda. Meu ultimo contato foi em um aniversário que me limitei a um “ Parabéns”   por educação em redes sócias.

O terceiro é aquela história do príncipe encantado. Lindo, charmoso, viajado, de família rica, tradicional na cidade. Conheci como uma conversa besta de facebook. Um papo aqui, outro ali, um carinho aqui e algumas afinidades, fizeram com que uma semana de conversar (leia-se horas e horas de DDD) nos tornássemos íntimos um do outro. Ele e toda sua meiguice encantadora, falava horas a fio, desabafava como em um divã . E eu nunca achei isso ruim. Eu tenho meio que esse dom de “ouvir”, e me manter leve, sem absorver o peso dos outros. Mas consigo fazer com que as pessoas comecem  a largar esses pesos que elas levam nas costas pelo caminho. No caso dele a história era um pouquinho mais complicada, muitas compromissos, uma crise de abstinência uma super cobrança com a sua beleza e uma carência inigualável. Em uma dessas crises de tristeza , eu liguei e chorava feito uma criança! Não pensei duas vezes e no alto da minha durice de fim de mês  entrei em um ônibus pra Campinas e fui cuidar dele( Matando meu trabalho em um plantão de fim de semana! Jana, desculpa, eu sumi aquele fim de semana por isso chefe!!!)  Em um inverno em pleno julho, cheguei na rodoviária, fiquei morrendo de frio esperando ele chegar, e ele chegou. Lindo, todo agasalhado com o carro todo sujo de mato da fazendo. Mas quem se importa? Que mato? Que sujo? Estava tudo altas lindezas e eu estava todo bobo. Até que fui percebendo que a vibe não era a mesma, que ao vivo tava tudo mais estranho. Que de perto o papo do “Quero um namoradinho, quero alguém pra cuidar de mim” virou um “Não to pronto pra namorar, não posso namorar a distância agora”.  Foi um fim de semana maravilhoso, mesmo percebendo que a vibe dele não estava em mim, cuidei dele com todo meu amor, dei carinho, cafuné, assisti junto filme  chato que ele adorava, comemos pizza juntos, me mostrou a cidade de ponta a ponta  e tudo isso sem nem um beijo.Um fofo comigo, super carinhoso, me mimou o máximo que pode, mas como amigo. Até que na manha do meu ultimo dia em Campinas, demos o tal beijo ( sem vontade por parte dele) e fizemos sexo! Pra mim, maravilhoso, com desejo, com prazer ,com tesão mesmo. Mas dele, um sexo sem vontade, robótico, frio, sem carinho e estranho!  Sai da cidade aos prantos. Frustrado por ter certeza que era um homem como ele que eu queria pra minha vida. Romântico, inteligente, de bom gosto , carinhoso mas na hora erra no lugar errado. Uma semana depois, ele estava “conhecendo melhor uma pessoa” e quando o encanto quebra a gente começa a ver algumas coisas. E fui começando a juntar as peças pra entender algumas coisas. A mudança no discurso de namoro, o sexo sem vontade, tudo isso foi se ligando com os ex namorados modelos, com o então atual namorado saradão e fui vendo a superficialidade e nesse papo de meses. Me liguei que eu dava mais do que recebia. Eram algumas ligações por dia DDD . Ele me ligou 3 vezes! Uma pra ajuda-lo a arrumar uma pagina de internet, a outra pra descobrir de quem era o um numero que ligava pra ele e uma outra porque estava se sentindo só. E eu? E um “Como você tá?, como ta sua vida?” . Nunca aconteceu, nunca perguntou. E ai, no meio disso tudo ele levou um pé na bunda do namorado saradão ( que também estava atrás de outro saradão) e ele resolver sumir do mapa. E eu deixei ir… Continuo adorando, achando uma pessoa encantadora. Mas precisa ser menos vazio. Pra quem já deu a volta ao mundo, ta precisando conhecer as pessoas mais de perto pra evoluir mais.

E agora esse, que não sai da minha cabeça! Que foge todas as minhas regras. Mais novo, gordinho, me deu um fora, mas que pra mim foi encantador quando conheci.  A primeira vez que vi uma foto dele, o mais engraçado é que me achei parecido com ele em algumas fotos. No primeiro encontro fiquei tenso, com frio na barriga. Tinha ido ver um apartamento em Copacabana pra um amigo e encontrei com ele na porta do Copa Dor, e fomos ao cinema assistir “Lanterna verde”.  E lembro que ao chegar ao cinema, que eu estrategicamente comprei as ultimas poltronas da lateral, tinham pessoas do lado, e eu logo pensei: “Nada de rolar beijo”.  Como quem não quer nada disse: Ih tem gente lá do lado! Ele diz um “Ih nem ligo”. O que já aliviou minha tensão e minhas vontades. Mal o filme começou, falei pra ele se aproximar e ele me deu a mão e nos beijamos acho que ainda no trailer! Assistimos juntos outros 2 filmes , ou melhor , fomos juntos ver mais dois filmes, porque assistir mesmo a gente não assistia. Achei lindo quando como quem não quer nada ele me convidou pra ir ao um show de Jazz com duas amigas do trabalho. Pensei que aquilo poderia querer dizer algo. Afinal a gente não apresenta qualquer um pra amiga de trabalho, apresenta?! Antes eu achava que não, hoje em dia eu tenho minhas duvidas. Depois disso tomamos um chopp depois do trabalho, em um dia que fiquei 3 horas dentro da Saraiva esperando por ele sair da empresa. Depois disso, ele começou a sentir pressionado. Eu não vejo como pressão. Vejo como demonstração de sentimentos. E com isso, me bloqueou no MSN, cortou o papo, nunca mais puxou nenhum papo e até hoje não sai da minha cabeça! Vai passar? Vai, sempre passa, todos passaram. Dói? Dói! Muito, principalmente quando me culpo e penso que se eu tivesse feito diferente poderia ter sido. O problema é que sei lidar muito bem com raiva, com fúria adoro odiar profundamente as pessoas, porque depois passa e eu esqueço. Mas magoa é difícil!!! Parece que nunca passa. Nessa história não tem culpados, é isso que eu preciso entender. Não é que ele não queria namorar. Ele queria, tanto que está namorando. Ele não queria ME NAMORAR. Eu fui mais um que passo, só!

 E a vida é assim… E eu continuo acreditando nos meus grandes amores que ainda estão por vir. Pra curar a dor de um amor, só achando outro novo amor.   

GENTE É TÃO LOUCA E NO ENTANTO TEM SEMPRE RAZÃO. QUANDO CONSEGUE UM DEDO, JÁ NÃO SERVE MAIS, QUER A MÃO. E O PROBLEMA É TÃO FÁCIL DE PERCEBER, É QUE GENTE NASCEU PRA QUERER.

— Gente, Raul Seixas

If you’re feeling good
It’s cause love is in the air
Love is in the air

RIP Whitney

 Million Dollar Bill - Million Dollar Bill

A arte de complicar o simples

É tudo tão simples né? Uma pena que as pessoas compliquem tanto a vida. Só queria alguém minimamente feliz, que soubesse o que é o amor, ou que pelo menos estivesse afim de se arriscar nessa aventura louca de descobrir o que é esse sentimento tratado como divindade mitologica. Não precisa ser rico, não tenho nenhum problema em rachar a conta da pizza. Também não precisa ser enlatadamente bonito, seguindo esses padrões que me dão preguiça!! Precisa só se mostrar lindo na sua existência. Sabe como? Nas coisas mais simples, em momentos simples. Gosto de quem sabem valorizar momentos e pessoas. Quem toma banho de chuva, que dorme no meio do filme chato, de quem aceita qualquer convite, de quem não se limita, de quem não evita ser feliz. Das pessoas que se permitem!!!!

A última bolacha do pacote não é a mais gostosa: ou ela tá quebrada, esfarelada ou murcha! E além do mais, no fim do pacote a fome já até acabou.

Forgive

A arte de não tentar ficar remoendo e fingir que superou!!! Tem coisas que não saem da nossa cabeça, que ficam ali por horas, dias, meses e até anos martelando. Do que adianta tudo isso? Do aqui adianta ficar remoendo certas dores?! Eu sou do clube da felicidade, quero sempre a saída mais pratica que me faça sorrir! Eu confesso que sou dos bobos, que sempre acho que as pessoas precisam de uma segunda chance. Quem nunca errou feio e se arrependeu depois? Óbvio que todo esse meu processo evolutivo nunca entra na minha cabeça pós pé na bunda. O Ultimo que tomei tem 5 meses e vira e mexe volta na minha cabeça, rodeia meu pensamento, pega no sono junto comigo no travesseiro. Eu tentei esquecer, me manter distante, falar só o essencial, mas sabe-se lá porque, algo nos aproxima mais uma vez. Ai cabe a mim, me fechar e limitar o espaço até onde ele pode ir ( e continuar remoendo tudo isso que sinto aqui por dentro) ou posso começar do zero pra ver no que vai dar. Porque as vezes na segunda vez é tudo diferente. É igual tombo de bicicleta. A gente cai, se rala, mas aprende. Depois ainda toma uns bons tombos até ficar totalmente craque nas pedaladas. Mas nunca cai igual. Em uma relação é meio assim. Já sei por onde não devo ir e o que não esperar( mesmo já esperando). Pode ser diferente, pode não ser. Eu sempre parto da idéia de que pra saber, só indo lá e dando a cara pra testar. E é a opção que tenho. O que sinto, fica guardado no bolso. No Ruim no ruim, rola uma amizade e uma transformação dessa bagunça aqui dentro em calmaria.

Decepção é como Biotônico Fontoura, a gente toma pra ficar fortinho

—Filipe Bregunce

Conflito

Eu realmente preciso de férias. Sabe quando sua cabeça começa a dar um monte de nós?! A minha tá assim, tudo embaralhado e ao mesmo tempo. Quero ficar me enganando e escondendo umas coisas de mim mesmo. Só que é tudo muito explícito , muito claro e gritante. Eu quero ocupar meu tempo pra justificar as minhas ausências. Ausência de quem eu amo, da falta de grana, da distância de tudo , da aceitação de dependência das pessoas, de regras a serem cumpridas, metas alcançadas e os meus sonhos que vistos pelos outros parecem tão utópicos. Eu não quero nada demais. Eu quero um salário bom, um amor sincero, uma casa mais perto de tudo e fazer o que gosto. Não agüento mais essas cobranças, essa necessidade de sempre ser melhor. Eu sei que isso é um processo a acontecer naturalmente. Mas as vezes parece que tudo demora muito mais do que o normal. Eu não sei esperar, nunca soube. E fico pensando quando que vou achar essa tal estrada que me leva ao êxito, ao acerto. Ok, se minha vida é uma comedia romântica e eu estou na parte onde tudo dá errado, quando vai dar certo?! Eu antes dizia que “Ok, eu não trabalho, quando trabalhar tudo isso vai mudar”. Só que não mudou muito. Confesso que algumas coisas entraram no trilho e seria extremamente injusto reclamar sobre isso. Mas fico pensando quando vou parar de ver meus sonhos serem realizados pelos outros. Quando vou parar de só desejar e de fato TER! Eu corro atrás dos meus sonhos, só que eu me perco, não sei como chegar a eles. Eu continuo aqui nessa minha interminável tentativa de sempre ser melhor. Nos últimos meses vi mais de 90 filmes, li mais de 50 livros no ultimo ano, pra tornar meu vocabulário melhor, pra conhecer mais as pessoas, o mundo, tudo a minha volta. Não agüento mais viajar apenas nas paginas dos livros. Não quero ficar preso entre um “Sumario” e  “ As notas do autor”. Eu quero ser eu, quero ser pé no chão. Quero poder me dar o direito de ser simples, de conhecer alguém assim. Eu não quero seguir os padrões. Eu quero  melhor sempre, mas não quero que isso me faça mal, me faça sentir menor do que os outros. Sim! Eu tenho orgulho de mim e das minhas conquistas. Se conheço o que conheço, faço o que faço e tenho o que tenho, é tudo fruto do meu trabalho, do meu conhecimento. A única questão é que isso ainda é pouco. Eu quero mais, eu quero morar só, quero me sentir financeiramente confortável , quero sair pra jantar em um restaurante bacana sem me preocupar com a conta. Não quero mais conhecer as pessoas que me convém na minha atual situação, não porque moro não sei onde, porque estou acima do peso, porque trabalho horas demais. Quero conhecer as pessoas que de fato me interessam.   Quero estar bem comigo! Quero amar e parar de sentir esse troço preso no meu peito. Esse grito preso aqui dentro, pedindo por carinho. Como posso ter me apaixonado por alguém que nunca me deu o menor motivo pra isso?! Que pelo contrario sempre que pode tentou de todas as formas me afastar ou de pelo menos me tratar com indiferença!?  Porque essa carência aqui dentro que não me larga?! Por que tanta gente idiota no mundo?! É pedir demais querer conhecer um cara gay que não faça questão de levantar a bandeira e rodar como uma porta bandeira?! Posso querer um não fá da Lady gaga?! Eu gosto de homem e me esforço ao Maximo para ser homem. Posso ser preconceituoso?! Posso, esse é meu direito! Não é pré conceito, é conceito. E MEU CONCEITO. Não significa que acho que os outros sejam menos do que eu e os caras mais másculos, simplesmente não me atraem pra relacionamento. Já tentei, mas certas situações me dão vergonha alheia. 

Eu to caminhando pra uma nova paixão, mas já to tão calejado que me dá medo. As vezes a nossa semelhança é tão gritante que eu me assusto. E quando tudo é muito igual, a gente já sabe o que talvez possa acontecer lá na frente né?! Um menino do quase interior que sonha com o mundo, vê todas as possibilidades e quer abraçá-las. E merece o mundo, por ser uma pessoa encantadora, e de um trabalho sensacional e totalmente apaixonado.  Mas vejo que não tem espaço pra mim nessa história. Ele, se divide em dois, um quando esta em casa, de volta as raízes e pé no chão. Esse eu acredito que me amaria. Que foi o que me conheceu, que talvez tenha se encantado. Mas quando assume a identidade do outro, o popular . Me sinto meio jogando pra escanteio, não fazendo muito parte dessa história.  E não acho que ele está errado.  Eu tenho medo também dessa aproximação. Não por ele, ele eu queria pra minha vida toda. Mas por entrar nesse mundo que é tão distante de mim e que ao mesmo tempo eu sempre quis. Uma vez li em algum lugar “Cuidado com o que deseja”. E é a mais pura verdade, desejos são fortes. E  agora que  vejo essa proximidade me sinto inferior, me sinto um ator que vive uma realidade paralela e que na hora do vamos ver, é simplesmente mais um na multidão.  Um talvez não apresentável namorado. As vezes ser inteligente, engraçado, interado nos assuntos da atualidade não ajuda muita coisa. Se for uma prova talvez quem sabe, mas não te faz  pertencer a um grupo ao qual você não pertence.

 São 03:00 horas da manha, eu estou triste, confuso e não sei o que to sentindo. Mas precisava escrever pra desabafar. Espero que isso passe e que alguém entenda isso que eu quis dizer. Agora é hora de viver sem mascaras, é hora de ser eu! Do meu jeito…